Virada Cultural 2008
Maio 2, 2008
Vira Virada…!
Entre 3,5 e 4 milhões de participantes, além de mais de 800 atrações e 5 mil artistas envolvidos. Não, isto não é um festival gringo longínquo, mas sim um resumo da quarta edição da Virada Cultural, que em suas 24 horas de duração definitivamente consagrou-se neste ano de 2008 como mais um dos grandiosos eventos mundiais que somente a capital paulista consegue realizar.
Como já estampado no próprio nome, a virada reflete a diversidade cultural presente em São Paulo, onde não somente as apresentações são parte da atração principal, mas também o público presente, pois somente em um caso como este é possível ver em um mesmo dia e lugar praticamente todas as tribos urbanas reunidas em paz pela cultura e diversão.
As figuras de espantar tiazinhas simplesmente brotaram de todos os lados, emos, punks, góticos, psytrancers, indies, manos, pagodeiros, playboys e até os quase extintos clubbers (sim, vi um ou outro perambulando como canetas marca-texto ambulantes pelas pistas de eletrônica), para assistir atrações nacionais e internacionais tão diversas quanto eles, desde o Dj Mau Mau ao novo hype folk do momento Malu Magalhães e seu Overcoming Trio ao rock alternativo do Cachorro Grande a um dos percussores do hip-hop Afrika Bambaataa.
Após uma noite underground, com os primeiros raios de sol de um belo domingo surgem novos estilos e gostos, assim por dizer mais “comportados”, de famílias a patys e suas câmeras cyber-shot sempre empunhadas ou madames passeando com o cachorrinho, para comprovar que não só do privado vive a cidade e que somente um pouco de vontade política pode fazer muito pela população (imagine o potencial para coisas ainda maiores que se pode organizar).
Para quem não compareceu este ano, deixe a hipocrisia da frescura de lado e respire a cultura paulistana da melhor forma possível, vendo as mais variadas peças que a constituem.
Seguindo o calendário cultural, neste primeiro semestre ainda estão grandes eventos gratuitos por vir, como a Parada Gay e o Motomix Festival. Ou simplesmente saia na rua. Não é preciso muito esforço para se ver de tudo um pouco em sampa.

